Eu sei que o ano está acabando, mas é uma situação que não dá mais...Vou tomar atitudes para começar a perder peso. Cheguei em um peso que nunca atingi, se bobear, nunca ninguém da minha família das últimas 5 gerações de mulheres atingiu. O engraçado é que apesar de todas as minhas roupas e pessoas dizerem o contrário, eu me sinto bem, não me sinto com tanto excesso. Na verdade, os meus joelhos andam reclamando e as minhas costas também. Fora o fôlego que pede arrego no terceiro lance de escada. É...está na hora de tomar uma atitude...
Sempre fui gordinha. Quando criança, até tinha mais uma amiga gordinha japonesa que costumava dizer que era minha irmã. E juntava mais uma ou duas amigas também gordinhas para me sentir bem, "em família", rsrs.
Já na adolescência, foi o buraco negro da minha historia. Tenho vergonha só de olhar aquelas fotos. O meu cabelo era terrível (obrigada formol e progressiva) e eu não ligava de não fazer escova. Vivia escondida atrás de moletom, camiseta e tênis. Um horror, parecia um moleque. Mas morria de vergonha de qualquer blusinha que mostrasse a pretuberância abdominal. Ainda morro, mas hoje sei escolher blusinhas menos comprometedoras. E o engraçado é que na época nadava e praticava voley, mas comia que nem um animal de médio porte, rsrs. Cheguei a ir para o hospital por excesso de salgainhos isopor, que me desencadearam uma série de alergias. Mas voltando à minha adolescência, aos 14 anos, ao mesmo tempo em que me destacava no volleyball da escola e do clube, era alvo de bullying, que na época, nada mais era que frescura de adolescente. Fiz muita terapia para superar aquilo. Mas tive sorte por amigos, que desconhecia ter, terem me acolhido e ter conhecido uma turminha de verdade. Alegria que foi curta, pois a turminha se dispersou com a ida ao Ensino Médio, época em que era tradição todo mundo mudar de escola. E eu resolvi ficar na minha escola por esperança de alguém ficar. Essa decisão eu considero como uma das piores que já tomei na vida. Parecia que quem continuou na escola eram pessoas que estudavam porque os pais queriam. Ou porque tinha alguma bolsa na escola porque os pais eram funcionários. Nada contra, mas desde que valorizassem o fato. Como resultado, o ensino era um lixo, os professores tentavam avançar com a matéria, mas os alunos não acompanhavam. Terminei o primeiro ano do colegial sem saber logaritmo e massa molar, um absurdo para quem almejava o curso de medicina. Por outro lado, orgulhava-me de tantas medalhas conquistadas no volley pelo time da escola. Esporte que tive que abandonar quando troquei pela escola mais forte.
Bom, um pouco da minha adolescência. Talvez tenha perdido o foco. Mas nao pretendo que ninguem leia isso, é só para um desabafo meu sobre a vida. E uma ferramenta para auxiliar a perder peso...